segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

http://www.igreja-catolica.com/misc/imagens/nossa-senhora/imagem-de-nossa-senhora-de-lourdes/gruta-de-lourdes-1.jpg Nossa Senhora de Lourdes


Nossa Senhora, a Teotokos, palavra de origem grega que significa
“Mãe de Deus”, conforme dogma definido pelo Concílio de Éfeso no ano 431 que afirmou: “Maria é verdadeiramente Mãe da pessoa do Verbo Encarnado”. Nossa Senhora é também Mãe dos homens e consequentemente Mãe da Igreja como lemos em João 19,25 – 27 e como observou o papa Pio X.
Sendo Nossa Senhora Mãe dos homens e Mãe da Igreja, preocupa – se e muito com seus
filhos, por isso vem ao seu encontro por meio de suas inúmeras aparições. Dentre elas destacamos uma, a qual celebramos neste mês de fevereiro.
A mesma aconteceu pela primeira vez no dia 11 de fevereiro de 1858 em Lourdes, uma pequena cidade situada a sudeste da França pertencente à Diocese de Tarbes, à vidente Bernadette Soubirous nascida em 7 de janeiro de 1844. Estando a menina às margens do rio Gave, junto a Gruta de Mssabielle, a Virgem Santíssima manifestou direta e mui profundamente seu grande amor maternal pela humanidade apresentando – se a menina que contava na época quatorze anos de idade.
Assim relata Bernadette a sua visão: “Eu vi uma Senhora vestida de branco, com um manto branco, uma faixa azul celeste na cintura e uma rosa amarela em cada um de seus pés e trazia um rosário em suas mãos. Saudou – me inclinando um pouco a cabeça. Eu achando que estava sonhando, esfreguei os olhos; mas levantando a vista vi novamente a linda senhora que me sorria e pedia que me aproximasse, mas não me atrevia. Não que tivesse medo, porque quem tem medo foge, e eu teria ficado ali a olhá – la por toda a vida. Então tive a ideia de rezar e peguei o rosário, ajoelhei – me, percebi que a Senhora se persignava ao mesmo tempo em que eu. Enquanto ai passando as contas, ela escutava as Aves – Maria sem dizer nada, mas passando também por suas mãos as contas do seu rosário. E quando eu dizia o Glória ao Pai, Ela o dizia também, inclinando um pouco a cabeça. Terminado o rosário, sorriu para mim outra vez e retrocedendo para as sombras da gruta desapareceu.”
No dia 24 de fevereiro, a aparição pede insistentemente: “Penitência! Penitência! Penitência! Reze pela conversão dos pecadores!”
Nesse lugar onde ocorreram as aparições surgiu inexplicavelmente uma fonte d’água a qual existe até hoje e chega a fornecer 122.000 litros de água potável a uma temperatura de 12 graus. Bernadette dizia: “Usem desta água como remédio... Mas tem de ter fé, é necessário rezar! Esta água não tem nenhum valor sem fé.”
Na terceira aparição em 18 de fevereiro, a Senhora disse a Bernadette: “Faz – me o favor de vir aqui na gruta todos os dias pelo período de quinze dias.” A menina respondeu que sim e a Virgem lhe falou: “Não prometo fazer – te feliz neste mundo, mas no outro.” Senhora ordenou também à menina que bebesse e se lavasse na água da fonte.
Em 25 de março, Bernadette perguntou àquela bela Senhora quem era ela e Esta lhe responde: “Eu sou a Imaculada Conceição”. A menina saiu correndo e repetindo esse nome pelo caminho, para dizê – lo ao Sacerdote, aquele nome que ela não entendera, o sacerdote havia lhe pedido que perguntasse a Senhora o seu nome. Ressalte – se que isso aconteceu quatro anos após a proclamação do dogma da Imaculada Conceição em 8 de dezembro de 1854 pela “Bula Inefabíllis Deus” de Pio IX.
Nossa Senhora realizou dezoito aparições entre 11 de fevereiro a 16 de julho de 1858.
Inúmeros milagres e curas inexplicáveis aconteceram naquele lugar e continuam acontecendo ainda hoje, comprovados por grandes nomes da ciência.
Nesta data dedicada a Virgem Maria, é também comemorado o Dia Mundial do Enfermo. Nada mais justo que sendo Nossa Senhora a Mãe de Misericórdia, a Saúde dos enfermos, a Esperança do Aflitos; a Medianeira de Todas as Graças que dediquemos este dia aos doentes e façamos dele não um dia de comemoração, mas de reflexão uma vez que a doença é um tempo de humildade, que expõe nossas fraquezas subordinando – nos à dependência de alguém que cuide de nós. É quando nos colocamos frente a frente com nossa finitude humana perante o Deus vivo e verdadeiro. Provar de nossas próprias limitações faz – nos mais humanos e por consequência mais próximos de Deus. Está escrito: Basta – te minha graça, porque é na fraqueza que se revela totalmente a minha força (2 Cor. 12,9).
Finalizando este artigo peçamos a virgem santíssima a sua benção maternal: Nossa Senhora de Lourdes, Mãe Imaculada, rogai por nós.
Luís Odilon Macedo Béles – Consagrado da Comunidade Católica Nova de Aliança Obra Nova do Monte Carmelo

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